domingo, 11 de novembro de 2012

                                   MORTE E VIDA SEVERINA
FOTO NOVELA:




 










 








MORTE E VIDA SEVERINA

O meu nome é Severino,
como não tenho outro da pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria.
Como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.

Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos:é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da Serra da Costela,
limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos
já finados,Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.


Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

RESUMO:MORTE E VIDA SEVERINA

Morte e vida severina, belíssimo poema dramático, de João Cabral de Melo Neto, narra a história, ou melhor, a peregrinação do retirante Severino desde o sertão Pernambucano, onde vivia, até sua chegada a Recife. Nada mais é do que um lavrador fugindo da seca e da miséria e indo em busca de trabalho na cidade grande.
No caminho, o personagem-protagonista se depara com vários acontecimentos lúgubres. Logo no início de sua jornada dá de cara com um defunto que estava sendo conduzido por dois homens até o cemitério. E se propõe a carregá-lo no lugar de um dos dois. Este moribundo representa a companhia da morte ao longo de todo o percurso, como também, a luta pela terra, visto que tratava-se de um lavrador , cuja morte foi fruto da pistolagem de fazendeiros para tomar-lhe a terra.
Severino perde-se naquele agreste, na imensidão do leito seco do rio Capibaribe. Cansado da viagem ele a interrompe por um tempo. Procura um trabalho, entretanto, o único ofício que encontra é o de rezadeira, para o qual não é apto. Chega à Zona da Mata e mais uma vez dá uma pausa na travessia. Aflora nele a esperança de mudar de vida ao se aproximar do mar, porque ali a terra é boa e a água jorra nas cacimbas.
Vê ao longe os campos verdejantes de cana, mas a miséria dos trabalhadores é a mesma. Nesta ocasião, assiste a um enterro de um trabalhador braçal que nunca viu seu sonho se realizar: a reforma agrária.
A desilusão é inevitável devido a tanta miséria que vê. E Severino almeja chegar logo no litoral. Ufa! Finalmente o nosso herói chega ao seu destino.
Infelizmente, o último fio de esperança foi desfeito ao saber que naquele lugar os retirantes não tinham direito nem a um enterro digno. Restava a eles apenas a indigência. Estava na capital, mas o sofrimento era o mesmo. O que vê nos manguezais são homens misturados ao barro, vivendo em condições precárias, morando em barracos. Isso foi a gota d'água que faltava para o retirante entrar em desespero e querer afogar-se. O mesmo rio que havia lhe desapontado antes, agora estava ali para servir-lhe de aparato funeral. Porém aproxima-se dele um morador daquele mangue, " Seu José, mestre carpina", depois de ser indagado pelo retirante sobre a profundidade do rio, com sua sabedoria de muitos anos de vida severina, desperta-lhe alguma esperança.
Eis que Seu José é interrompido por uma vizinha que lhe dá a notícia tão aguardada: o nascimento  do seu filho. Severino os acompanha e presencia a homenagem que os vizinhos fazem à criança. E os presentes que a ela são oferecidos. A boa nova foi anunciada por duas ciganas que leram a sorte do menino: "mesmo sendo uma criança de sete meses, raquítica, terá uma vida melhor que a de seus pais."
Seu José pergunta a Severino se ainda vale a pena se matar depois de presenciar o nascimento da própria vida e ele se convence de que a morte não compensa, ainda que a vida seja como a dele: severinO.
 
                                E-MAIL
MORTE-E-VIDA-SEVERINO@GMAIL.COM
 
 
COMPONENTES:
JAQUELINE MOURA
YASMIN NEGREIROS


EVILENE SILVA

 


FIIIIM
 
                                         TEATRO BRASILEIRO
O teatro em terras brasileiras nasceu em meados do século XVI como instrumento de catequese dos Jesuítas vindos de Coimbra como missionários. Era um teatro, portanto, com função religiosa e objetivos claros: evangelizar os índios e apaziguar os conflitos existentes entre eles e os colonos portugueses e espanhóis.
O primeiro grupo de Jesuítas a desembarcar na Bahia de Todos os Santos, em 1549, era composto por quatro religiosos da comitiva de Tomé de Sousa, entre os quais o padre Manuel da Nóbrega. O segundo grupo de missionários chegou à então Província do Brasil no dia 13 de julho de 1553, como parte da comitiva de Duarte da Costa. No grupo de quatro religiosos estava o jovem José de Anchieta (1534-1597), então com dezenove anos de idade.
A população estimada de 57 mil habitantes era composta por colonos, muitos deles criminosos, e índios em sua maioria de vida nômade. Os jesuítas mantinham os indígenas em pequenas aldeias, isolados de dois terríveis perigos: a vida desregrada e a escravidão impostas pelo homem branco explorador e o conseqüente retorno ao paganismo.
A tradição teatral jesuítica encontrou no gosto dos índios pela dança e pelo canto um solo fértil e os religiosos passaram a se valer dos hábitos e costumes dos silvícolas - máscaras, arte plumária, instrumentos musicais primitivos - para as suas produções com finalidades catequéticas.
Tematicamente, essas produções mesclavam a realidade local (tanto de índios quanto dos colonos) com narrativas hagiográficas (vidas dos santos). Como toda espécie de dominação cultural prescinde um conhecimento da cultura do dominado, o Padre Anchieta seguiu o preceito da Companhia de Jesus que determinava ao jesuíta o aprendizado da língua onde mantivessem missões. Assim, foi incumbido de organizar uma gramática da língua tupi, o que fez  com sucesso.
                  *AUTORES*
Augusto Boal
Ariano Suassuna
Antônio Calado
Benedito Rui Barbosa
Caio Fernando Abreu
Chico Buarque
Cassiano Gabus Mendes
Coelho Neto
Doc Comparato
Dias Gomes
Fernando Bicudo
Gerald Thomas
Gloria Peres
Gianfrancesco Guarnieri
Hermilo Borba Filho
José Celso Martinez Correa
Janete Clair
Maria Claro Machado
Martins Pena
Mauro Rasi
Miguel Falabella
Mário Prata
Naum Alves de Sousa
Nelson Rodrigues
Oduvaldo Vianna Filho
Sílvio Abreu
Plínio Marcos
Paulo Pontes

 Augusto Pinto Boal  Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 — Rio de Janeiro, 2 de maio de 2009 foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.


Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, aos 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan, em Taperoá.
Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.


*Antônio Callado, apesar de formado em Direito (1939), nunca exerceu atividade na área jurídica. Militou na imprensa diária no período entre 1937 a 1941, nos jornais cariocas O Globo e Correio da Manhã. Em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, transfere-se para Londres onde trabalhou para a BBC até 1947. Depois da libertação de Paris, trabalhou no serviço brasileiro da Radiodiffusion française.
Na Europa descobre "sua tremenda fome de Brasil". Lê incansavelmente literatura brasileira e alimenta o desejo de, ao voltar, conhecer o interior do país. Na volta, satisfaz esse desejo ao fazer grandes reportagens pelo Nordeste, pelo Xingu, sobre Francisco Julião, Miguel Arraes e outras.
Atuou como redator-chefe do Correio da Manhã de 1954 a 1960, quando foi contratado pela Enciclopédia Britânica para chefiar a equipe que elaborou a primeira edição da Enciclopédia Barsa, publicada em 1963. Redator do Jornal do Brasil, cobriu, em 1968, a Guerra do Vietnã. Em 1974, dá aulas nas universidades de Cambridge, na Grã-Bretanha, e Columbia, nos Estados Unidos. Em 1975, quando trabalhava no Jornal do Brasil, deixa a rotina das redações para dedicar-se profissionalmente à literatura

.
BENEDITO RUY BARBOSA Benedito Rui Barbosa é descendente de italianos, portugueses, franceses com “um lance”de indio. Nasceu em 1931, na cidade de Gália, estado de São Paulo. Seu pai, Otávio Elias era tipógrafo, que conseguiu fundar o seu jornal. O pai dele, avô de Benedito, também era jornalista. A mãe de Benedito, Aurora, era filha de fazendeiros de café. Tinha apenas 14 anos quando se casou com Otávio. E com ele ficou casada quinze anos, pois Otávio morreu de repente, do coração, deixando a viuva, muito jovem, com seus filhos. Benedito era o mais velho, estava com 12 anos. A vida então foi difícil, mas a mãe enfrentou com coragem.



  Nelson Falcão Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980) foi um importante jornalista e escritor brasileiro, e tido como o mais influente dramaturgo do Brasil.
Nascido no Recife, Pernambuco, mudou-se em 1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Quando maior, trabalhou no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai. Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. Sua primeira peça foi A Mulher sem Pecado, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral. O sucesso mesmo veio com Vestido de Noiva, que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista nos palcos brasileiros. A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no grande representante da literatura teatral do seu tempo, apesar de suas peças serem tachadas muitas vezes como obscenas e imorais. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol. Veio a falecer em 1980, no Rio de Janeiro.

            
 PRINCIPAIS OBRAS:

A Mulher Sem Pecado (1941);


 Vestido de Noiva (1943);


 
Álbum de Família (1945);

Anjo Negro (1946);

  Dorotéia (1947);

Valsa n.6 (1951);

 A Falecida (1953);

 Senhora dos Afogados (1954);

 Viúva, Porém Honesta (1957);

Os Sete Gatinhos (1958);

 Beijo nos Asfalto (1960);

 Toda Nudez Será Castigada (1965);

Otto Lara Rezende ou Bonitinha, Mas Ordinária (1967);

A Serpente;

Boca de Ouro;

 Perdoa-me por me Traíres;

 Anti-Nelson Rodrigues (1973).


 




TRABALHO ELABORADO PELAS ALUNAS
JAQUELINE MOURA

YASMIN NEGREIROS

EVILENE SILVA


PRICILA



 FIM OBRIGADA PELA COLABORAÇÃO!

Melhores musica bossa nova


Nome da músicaCompositor(es)AnoMidiCifrasLetra
Anos DouradosTom Jobim & Chico Buarque
1987
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letra
Bim BomJoão Gilberto
1958
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?
letra
Chega de SaudadeTom Jobim & Vinícius de Moraes
1956
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letra
CorcovadoTom Jobim
1960
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?
letra
DesafinadoTom Jobim & Newton Mendonça
1958
.mid
?
letra
MeditaçãoTom Jobim & Newton Mendonça
1958
.mid
?
letra
Samba de Uma Nota SóTom Jobim & Newton Mendonça
1959
.mid
?
letra
Se Todos Fossem Iguais a VocêTom Jobim & Vinícius de Moraes
1956
.mid
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?
Você e EuCarlos Lyra & Vinícius de Moraes
?
.mid
cifras
letra
WaveTom Jobim
1967
.mid
cifras
letra